Autor: Daniel Albuquerque, Revisão: Cíntia. X. Dias. Aqueles que apenas reagem em negação contra a pressão da cultura de massas são inequivocamente pautados por esta, e estão mais ligados ao sistema que dizem combater do que quem de fato propõe um caminho nacional autêntico e orgânico para superação dessas pautas. Antes de serem solução para os problemasContinuar lendo “[ARTIGO] Por que o Trabalhismo e a Quarta Teoria Política são incompatíveis e inimigos ideológicos? — Uma crítica trabalhista a “nova” “moda reacionária”.”
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[ARTIGO] Pequeno guia: Sobre como organizar movimentos de massa.
A relação entre tática e estratégia é algo muito debatido em manuais militares, desde o teórico chinês Sun Tzu, até o germânico Clausewitz, bem como em livros de xadrez e outros jogos milenares que simulam a arte da guerra.
Tal relação se dá no sentido de que a “tática” representa o “particular” imediato, enquanto a “estratégia” representa o “universal” de longo prazo.
Ambos estão em uma relação que sempre se ajusta, e antes de ser algo fixo e imóvel, está em constante mudança, mesmo que a finalidade da linha geral a ser seguida permaneça a mesma.
Uma infinidade de táticas relativas as condições materiais e históricas respondem a um direcionamento final, a unidade de tais táticas, para se chegar a uma situação que leve ao objetivo final. Esta é a estratégia.
Enfim, a vitória, da mesma forma que tal direcionamento final, a “linha estratégica”, só se torna completa quando repleta de táticas particulares que permitam que tal linha estratégica, o universal, seja executada corretamente.
* [NELSON WERNECK SODRÉ] Raízes históricas do Nacionalismo Brasileiro, 1959.
“Só os fenômenos cuja grandeza se traduz por semelhante generalidade e profundidade podem tornar-se divisores de águas. O Nacionalismo, no Brasil, atingiu tal magnitude. Cumpre, pois, analisar as suas raízes, uma vez que, na vida das coletividades, nada acontece por acaso, tudo tem o seu momento próprio e decorre de condições concretas.”
* [ARTIGO] Trabalhismo e Revolução: Sobre a necessidade histórica de uma teoria revolucionária para o socialismo brasileiro do século XXI.
“A atual situação da República Federativa do Brasil é tenebrosa e incerta. Após um longo período de 21 anos de Ditadura-Militar, que cumpriu a função-lógica de disciplinar e reprimir a classe trabalhadora brasileira sob o consenso do acordo submisso de nossa classe dominante interna com as potências do ocidente geopolítico e corporações internacionais, num contexto de “Guerra-Fria” entre os dois polos econômico-sociais do globo, o presente parece seguir rumo similar, ainda que, em diferente contexto, e reservado a cada um as suas particularidades históricas.”
