Brasil e Rússia além das commodities: uma agenda de cooperação tecnológica

A complexificação das relações entre Brasil e Rússia tem potencial para contribuir para a neoindustrialização de ambos os países. Mais do que ampliar o comércio bilateral, trata-se de pensar uma cooperação capaz de enfrentar desafios comuns: a atualização da matriz produtiva, a redução da dependência tecnológica, a diminuição da vulnerabilidade externa e a ampliação da capacidade nacional de produzir bens, serviços e tecnologias de maior valor agregado.

CARTA AOS TRABALHISTAS: Não tenham medo, irmãos e irmãs! Não é o fim para nós, mas um novo começo!

Sobre a debandada de fisiológicos do PDT e a oportunidade de ouro de reconstrução do partido pela esquerda.

[EDITORIAL] Sobre a baixa popularidade do governo e a política econômica.

“Diante do atual debate que ocorre na esquerda brasileira, em um contexto de forte queda de popularidade do governo, a revista A Coisa Pública Brasileira, que se orgulha por ter ajudado a formar e a moldar a visão de mundo de uma geração de trabalhistas e socialistas, não poderia fugir da responsabilidade de lançar o presente editorial. Com o este texto, almejamos auxiliar a reflexão dos camaradas da Ação Popular Revolucionária e demais trabalhistas e socialistas nesse debate sobre economia política.”

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[ARTIGO] O pensamento de Darcy Ribeiro sobre o processo histórico geral do desenvolvimento humano e a particularidade do movimento socialista brasileiro:

A ideia do desenvolvimento de um tipo de aplicação do socialismo, particular do Brasil, não é novidade dos tempos atuais. Ainda assim, existem muitas dúvidas e confusões feitas quanto ao tema no debate público. Mas afinal, o que é o trabalhismo brasileiro e o que este almeja?

[ARTIGO] Por que o Trabalhismo e a Quarta Teoria Política são incompatíveis e inimigos ideológicos? — Uma crítica trabalhista a “nova” “moda reacionária”.

Autor: Daniel Albuquerque, Revisão: Cíntia. X. Dias. Aqueles que apenas reagem em negação contra a pressão da cultura de massas são inequivocamente pautados por esta, e estão mais ligados ao sistema que dizem combater do que quem de fato propõe um caminho nacional autêntico e orgânico para superação dessas pautas. Antes de serem solução para os problemasContinuar lendo “[ARTIGO] Por que o Trabalhismo e a Quarta Teoria Política são incompatíveis e inimigos ideológicos? — Uma crítica trabalhista a “nova” “moda reacionária”.”

Vargas: Discurso da II Convenção do Partido Trabalhista Brasileiro, 1947.

Trabalhadores do Brasil, estamos no limiar de uma nova era e precisamos concentrar todas as energias da inteligência e da ação para nos anteciparmos aos fenômenos que transformarão o ritmo da vida dos homens, dos povos e das nações. Depois de uma guerra que exigiu supremos sacrifícios, a humanidade ainda hesita entre o passado e o futuro, detendo-se na contemplação das ruínas e incerta em face dos novos valores. A paz ainda não desceu sobre os homens.

Pequeno guia: Sobre como organizar movimentos de massa.

A relação entre tática e estratégia é algo muito debatido em manuais militares, desde o teórico chinês Sun Tzu, até o germânico Clausewitz, bem como em livros de xadrez e outros jogos milenares que simulam a arte da guerra.

Síntese de História da Cultura Brasileira, Nelson Werneck Sodré, 1983. Parte II. “2ª fase”.

Entre as peculiaridades do desenvolvimento histórico brasileiro, está o surgimento precoce de uma “camada intermediária entre a classe dos senhores (de escravos e/ou de servos) e a classe dos escravos e/ou dos servos, isto é, o aparecimento da pequeno burguesia antes do aparecimento da burguesia”. Tal processo foi uma tendência em países e regiões cujo o desenvolvimento das relações capitalistas deu-se de forma tardia, e os elementos pré-capitalistas persistiram por mais tempo.

Sobre a descentralização da produção e a relação entre política e ideologia:

Desde o processo gradual de implementação do credo neoliberal no velho continente, ocorreram transformações, relativas a esta passagem, do modelo socialdemocrata, (este, ainda que corrompido) para o neoliberalismo. Uma delas é a crescente descentralização da produção. Tal fato, não vem a ocorrer por acaso, e se dá por pelo menos cinco motivos:

Síntese de História da Cultura Brasileira”, 1983. Parte I. 1ª fase.

É preciso distinguir a origem colonial brasileira das origens coloniais de outros povos, e dar atenção ao seu caráter de “civilização transplantada”. A origem do Brasil, a partir do mito da “descoberta”, do processo de colonização, possui como consequência a incorporação do território ao mercado mundial, que começa a existir nesse momento devido a necessidade das grandes expedições marítimas, através da complexificação da organização e divisão do trabalho da produção manufaturada.