Os imigrantes, trabalhadores, foram para as fazendas vender a força de trabalho e mais e mais chegavam da Itália e outros países, a aumentar o exército de reserva, subsidiados pelo governo do Brasil. E o espírito avarento do capitalismo, emergente nos fazendeiros de café, adensou e lhes robusteceu a cultura escravocrata. A todos os procedimentos recorriam para reduzir o salário dos colonos, trabalhadores rurais, e apropriar-se do maior excedente econômico possível.
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O governo Goulart, a política externa independente e os reflexos do aguçamento das lutas sociais sobre as relações com os Estados Unidos, 2013.
Trecho retirado do livro “Brasil-Estados Unidos – A Rivalidade Emergente”, publicado em 2013, e escrito pelo célebre historiador, cientista político, especialista em relações internacionais, e militante marxista, Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira. AS NECESSIDADES NACIONAIS E A POLÍTICA EXTERNA INDEPENDENTE: Os serviços de inteligência dos Estados Unidos avaliaram que a crise constitucional, desencadeada pelaContinuar lendo “O governo Goulart, a política externa independente e os reflexos do aguçamento das lutas sociais sobre as relações com os Estados Unidos, 2013.”
[ENTREVISTA] Comprovadas acusações feitas por Moniz Bandeira em 2016: Sobre a Lava-Jato e sua relação com os EUA.
Diálogos de Moro recém divulgados pelo STF comprovam as acusações de Moniz Bandeira em entrevista concedida ao jornalista Eduardo Miranda, originalmente publicada no Jornal do Brasil em 2016.
Sobre a descentralização da produção e a relação entre política e ideologia:
Desde o processo gradual de implementação do credo neoliberal no velho continente, ocorreram transformações, relativas a esta passagem, do modelo socialdemocrata, (este, ainda que corrompido) para o neoliberalismo. Uma delas é a crescente descentralização da produção. Tal fato, não vem a ocorrer por acaso, e se dá por pelo menos cinco motivos:
Raízes históricas do Nacionalismo Brasileiro, 1959.
Só os fenômenos cuja grandeza se traduz por semelhante generalidade e profundidade podem tornar-se divisores de águas. O Nacionalismo, no Brasil, atingiu tal magnitude. Cumpre, pois, analisar as suas raízes, uma vez que, na vida das coletividades, nada acontece por acaso, tudo tem o seu momento próprio e decorre de condições concretas.
Como os senhores de terra tomaram o poder. Breve histórico da dupla dependência brasileira.
Após a Guerra do Paraguai, de 1864 a março de 1870, o Império Brasileiro ganhou um novo e relevante agente em seu jogo político interno. Antes desta guerra, Dom Pedro I e Dom Pedro II se mostraram relutantes quanto ao investimento nas Forças Armadas do Brasil.
A globalização, do outro lado do globo. 1995.
Num mundo assim transformado, todos os lugares tendem a tornar-se globais, e o que acontece em qualquer ponto do ecúmeno (parte habitada da Terra) tem relação com o acontece em todos os demais. Daí a ilusão de vivermos num mundo sem fronteiras, uma aldeia global. Na realidade, as relações chamadas globais são reservadas a um pequeno número de agentes, os grandes bancos e empresas transnacionais, alguns Estados, as grandes organizações internacionais.
Comício das Reformas, 1964.
Trecho extraído da íntegra do discurso histórico proferido pelo Presidente João Goulart no dia 13 de março de 1964, na Praça da República, em frente à estação Central do Brasil. Cerca de 150 a 200 mil trabalhadores(as) participavam do comício, ao lado do Governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola.
Geopolítica e desenvolvimento sócio-econômico: PIB brasileiro e precária distribuição de renda.
Segundo dados do Banco Mundial, como mostra a imagem acima, em 2017, mesmo após uma grave crise econômica, o encolhido PIB brasileiro ainda representava cerca de 2,39% do PIB mundial, ficando à frente, no mesmo indicador, de outros países de grande extensão territorial como Canadá, Suécia, Rússia e Austrália. O que isso pode representar e o que podemos tirar dessas informações para estimular o debate público?
A farsa do neoliberalismo, 1995.
A sociedade brasileira conserva desigualdades históricas, como já foi referido. As mudanças apresentadas pelo neoliberalismo, entretanto, e apresentadas como sendo progressistas, propiciadoras do desenvolvimento, contribuem, na verdade, para reforçar a paisagem histórica das desigualdades, o quadro de uma sociedade injusta. Elas não visam de forma alguma alterar as estruturas arcaicas que herdamos. Pelo contrário, com alterações formais, contribuem de maneira acentuada para reforçar a referida estrutura.
