Trabalhadores do Brasil, estamos no limiar de uma nova era e precisamos concentrar todas as energias da inteligência e da ação para nos anteciparmos aos fenômenos que transformarão o ritmo da vida dos homens, dos povos e das nações. Depois de uma guerra que exigiu supremos sacrifícios, a humanidade ainda hesita entre o passado e o futuro, detendo-se na contemplação das ruínas e incerta em face dos novos valores. A paz ainda não desceu sobre os homens.
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NWS: Imperialismo e neoliberalismo.
As grandes mudanças de que foi palco o mundo, particularmente as que afetaram o destino da extinta União Soviética, estiveram e continuam a ter profundos e amplos efeitos na luta ideológica. O monopólio da informação e a intensidade com que efetiva a sua tarefa de mistificar a realidade histórica desempenham função essencial na imposição de conceitos cuja circulação generalizada, às vezes devida à mera repetição, busca apresentar a fase atual como definitiva, isto é, dotada de estabilidade que lhe assegura longa duração, pretendendo mesmo a eternidade.
Sobre os conceitos “totalitarismo” e “populismo”, 1990.
Não tem sido puro acaso a difusão, entre nós, de conceitos como populismo e totalitarismo, que ganharam espaço em estudos acadêmicos e passaram à linguagem comum. Um dos aspectos mais curiosos da luta ideológicas, realmente, é aquele ligado à confusão conceitual. Ela faz passar como verdades indiscutíveis falsidades transparentes, que não resistem à menor análise.
Sobre o movimento socialista brasileiro no início da República.
Os imigrantes, trabalhadores, foram para as fazendas vender a força de trabalho e mais e mais chegavam da Itália e outros países, a aumentar o exército de reserva, subsidiados pelo governo do Brasil. E o espírito avarento do capitalismo, emergente nos fazendeiros de café, adensou e lhes robusteceu a cultura escravocrata. A todos os procedimentos recorriam para reduzir o salário dos colonos, trabalhadores rurais, e apropriar-se do maior excedente econômico possível.
O governo Goulart, a política externa independente e os reflexos do aguçamento das lutas sociais sobre as relações com os Estados Unidos, 2013.
Trecho retirado do livro “Brasil-Estados Unidos – A Rivalidade Emergente”, publicado em 2013, e escrito pelo célebre historiador, cientista político, especialista em relações internacionais, e militante marxista, Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira. AS NECESSIDADES NACIONAIS E A POLÍTICA EXTERNA INDEPENDENTE: Os serviços de inteligência dos Estados Unidos avaliaram que a crise constitucional, desencadeada pelaContinuar lendo “O governo Goulart, a política externa independente e os reflexos do aguçamento das lutas sociais sobre as relações com os Estados Unidos, 2013.”
[ENTREVISTA] Comprovadas acusações feitas por Moniz Bandeira em 2016: Sobre a Lava-Jato e sua relação com os EUA.
Diálogos de Moro recém divulgados pelo STF comprovam as acusações de Moniz Bandeira em entrevista concedida ao jornalista Eduardo Miranda, originalmente publicada no Jornal do Brasil em 2016.
Sobre o início do movimento socialista no Brasil.
Àquele tempo, ao iniciar a década de 1870, a classe operária ainda não se formara no Brasil, um país que contava com 15,24% de escravos em uma população da ordem de 10 milhões de pessoas, das quais 3,8% eram imigrantes europeus, segundo um censo realizado em 1872. A abolição da escravatura era, portanto, o que a configurava como grave questão social. Porém, a estrutura econômica e social do Brasil estava, então, a mudar.
Síntese de História da Cultura Brasileira, Nelson Werneck Sodré, 1983. Parte II. “2ª fase”.
Entre as peculiaridades do desenvolvimento histórico brasileiro, está o surgimento precoce de uma “camada intermediária entre a classe dos senhores (de escravos e/ou de servos) e a classe dos escravos e/ou dos servos, isto é, o aparecimento da pequeno burguesia antes do aparecimento da burguesia”. Tal processo foi uma tendência em países e regiões cujo o desenvolvimento das relações capitalistas deu-se de forma tardia, e os elementos pré-capitalistas persistiram por mais tempo.
Síntese de História da Cultura Brasileira”, 1983. Parte I. 1ª fase.
É preciso distinguir a origem colonial brasileira das origens coloniais de outros povos, e dar atenção ao seu caráter de “civilização transplantada”. A origem do Brasil, a partir do mito da “descoberta”, do processo de colonização, possui como consequência a incorporação do território ao mercado mundial, que começa a existir nesse momento devido a necessidade das grandes expedições marítimas, através da complexificação da organização e divisão do trabalho da produção manufaturada.
A farsa do neoliberalismo, 1995.
A sociedade brasileira conserva desigualdades históricas, como já foi referido. As mudanças apresentadas pelo neoliberalismo, entretanto, e apresentadas como sendo progressistas, propiciadoras do desenvolvimento, contribuem, na verdade, para reforçar a paisagem histórica das desigualdades, o quadro de uma sociedade injusta. Elas não visam de forma alguma alterar as estruturas arcaicas que herdamos. Pelo contrário, com alterações formais, contribuem de maneira acentuada para reforçar a referida estrutura.
