[NELSON WERNECK SODRÉ] Imperialismo e neoliberalismo.

As grandes mudanças de que foi palco o mundo, particularmente as que afetaram o destino da extinta União Soviética, estiveram e continuam a ter profundos e amplos efeitos na luta ideológica. O monopólio da informação e a intensidade com que efetiva a sua tarefa de mistificar a realidade histórica desempenham função essencial na imposição de conceitos cuja circulação generalizada, às vezes devida à mera repetição, busca apresentar a fase atual como definitiva, isto é, dotada de estabilidade que lhe assegura longa duração, pretendendo mesmo a eternidade.

[MONIZ BANDEIRA] Breves comentários sobre a obra teórica de Lênin, 1978.

Trechos retirados do livro “Lenin: Vida e obra.”, publicado em 1978, e escrito pelo célebre historiador, cientista político, especialista em relações internacionais e militante marxista, Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira: Os amigos do povo: A história da socialdemocracia russa, até a morte de Lenin, compreende quatro fases: – A primeira, pode-se dizer, foi deContinuar lendo “[MONIZ BANDEIRA] Breves comentários sobre a obra teórica de Lênin, 1978.”

[ARTIGO] Pequeno guia: Sobre como organizar movimentos de massa.

A relação entre tática e estratégia é algo muito debatido em manuais militares, desde o teórico chinês Sun Tzu, até o germânico Clausewitz, bem como em livros de xadrez e outros jogos milenares que simulam a arte da guerra.

Tal relação se dá no sentido de que a “tática” representa o “particular” imediato, enquanto a “estratégia” representa o “universal” de longo prazo.

Ambos estão em uma relação que sempre se ajusta, e antes de ser algo fixo e imóvel, está em constante mudança, mesmo que a finalidade da linha geral a ser seguida permaneça a mesma.

Uma infinidade de táticas relativas as condições materiais e históricas respondem a um direcionamento final, a unidade de tais táticas, para se chegar a uma situação que leve ao objetivo final. Esta é a estratégia.

Enfim, a vitória, da mesma forma que tal direcionamento final, a “linha estratégica”, só se torna completa quando repleta de táticas particulares que permitam que tal linha estratégica, o universal, seja executada corretamente.

[NELSON WERNECK SODRÉ] Fichamento de “Síntese de História da Cultura Brasileira”, Nelson Werneck Sodré, 1983. Parte II. “2ª fase”.

Entre as peculiaridades do desenvolvimento histórico brasileiro, está o surgimento precoce de uma “camada intermediária entre a classe dos senhores (de escravos e/ou de servos) e a classe dos escravos e/ou dos servos, isto é, o aparecimento da pequeno burguesia antes do aparecimento da burguesia” (p. 23). Tal processo foi uma tendência em países e regiões cujo o desenvolvimento das relações capitalistas deu-se de forma tardia, e os elementos pré-capitalistas persistiram por mais tempo.

[ARTIGO] Sobre a descentralização da produção e a relação entre política e ideologia:

Artigo de Daniel Albuquerque Abramo, publicado originalmente no Medium, e cedido para a redação d’A Coisa Pública Brasileira. A descentralização da produção, o desenvolvimento de novas tecnologias e a intensificação do processo de substituição da mão de obra humana: Desde o processo gradual de implementação do credo neoliberal no velho continente, ocorreram transformações relativas a aContinuar lendo “[ARTIGO] Sobre a descentralização da produção e a relação entre política e ideologia:”

[ARTIGO TRADUZIDO] “Assim a direita roubou o ouro venezuelano”.

As ações para o bloqueio dos ativos da Venezuela no exterior foram empreendidas pelo deputado Julio Borges em abril de 2018, quando em companhia dos fugitivos Carlos Vecchio e Antonio Ledezma, realizam uma “turnê” pela Europa para solicitar “maior pressão” contra o governo venezuelano e “vigilância internacional para impedir” que o governo venezuelano “siga endividando-se e vendendo os ativos da nação”.

[NELSON WERNECK SODRÉ] Fichamento de “Síntese de História da Cultura Brasileira”, 1983. Parte I. “1ª fase”.

Somente para fins de explicação, o desenvolvimento da cultura brasileira pode ser dividido em três “etapas”: A primeira situa o momento da “cultura transplantada” que é anterior ao aparecimento da pequena burguesia no Brasil, a segunda, o momento da “cultura transplantada” que é posterior ao aparecimento da pequena burguesia no Brasil, e a terceira, que marca o “surgimento e processo do desenvolvimento da cultura nacional, com o alastramento das relações capitalistas” (p. 7).

* [NELSON WERNECK SODRÉ] Raízes históricas do Nacionalismo Brasileiro, 1959.

“Só os fenômenos cuja grandeza se traduz por semelhante generalidade e profundidade podem tornar-se divisores de águas. O Nacionalismo, no Brasil, atingiu tal magnitude. Cumpre, pois, analisar as suas raízes, uma vez que, na vida das coletividades, nada acontece por acaso, tudo tem o seu momento próprio e decorre de condições concretas.”

* [ARTIGO] Trabalhismo e Revolução: Sobre a necessidade histórica de uma teoria revolucionária para o socialismo brasileiro do século XXI.

“A atual situação da República Federativa do Brasil é tenebrosa e incerta. Após um longo período de 21 anos de Ditadura-Militar, que cumpriu a função-lógica de disciplinar e reprimir a classe trabalhadora brasileira sob o consenso do acordo submisso de nossa classe dominante interna com as potências do ocidente geopolítico e corporações internacionais, num contexto de “Guerra-Fria” entre os dois polos econômico-sociais do globo, o presente parece seguir rumo similar, ainda que, em diferente contexto, e reservado a cada um as suas particularidades históricas.”

[ARTIGO] Cacique Juruna, Nova República e a luta histórica dos povos indígenas do Brasil.

Cacique Mário Juruna, batizado Mario Dzuruna Butsé, nascido no ano de 1943 em território indígena xavante próximo a Barra dos Garças, no Mato Grosso. Aos 17 anos, tornou-se Cacique e aos 28 já estava andando o Brasil denunciando os assassinatos, emboscadas e invasões de território que sua aldeia vinha sofrendo a mando de grandes fazendeiros. Foi defensor severo da demarcação de terras indígenas, fazendo diversas críticas à ineficiência da FUNAI na promoção de políticas aos povos originários.