Sobre a descentralização da produção e a relação entre política e ideologia:

Desde o processo gradual de implementação do credo neoliberal no velho continente, ocorreram transformações, relativas a esta passagem, do modelo socialdemocrata, (este, ainda que corrompido) para o neoliberalismo. Uma delas é a crescente descentralização da produção. Tal fato, não vem a ocorrer por acaso, e se dá por pelo menos cinco motivos:

Assim a direita roubou o ouro venezuelano.

As ações para o bloqueio dos ativos da Venezuela no exterior foram empreendidas pelo deputado Julio Borges em abril de 2018, quando em companhia dos fugitivos Carlos Vecchio e Antonio Ledezma, realizam uma “turnê” pela Europa para solicitar “maior pressão” contra o governo venezuelano e “vigilância internacional para impedir” que o governo venezuelano “siga endividando-se e vendendo os ativos da nação”.

Síntese de História da Cultura Brasileira”, 1983. Parte I. 1ª fase.

É preciso distinguir a origem colonial brasileira das origens coloniais de outros povos, e dar atenção ao seu caráter de “civilização transplantada”. A origem do Brasil, a partir do mito da “descoberta”, do processo de colonização, possui como consequência a incorporação do território ao mercado mundial, que começa a existir nesse momento devido a necessidade das grandes expedições marítimas, através da complexificação da organização e divisão do trabalho da produção manufaturada.

Raízes históricas do Nacionalismo Brasileiro, 1959.

Só os fenômenos cuja grandeza se traduz por semelhante generalidade e profundidade podem tornar-se divisores de águas. O Nacionalismo, no Brasil, atingiu tal magnitude. Cumpre, pois, analisar as suas raízes, uma vez que, na vida das coletividades, nada acontece por acaso, tudo tem o seu momento próprio e decorre de condições concretas.

Trabalhismo e Revolução: Sobre a necessidade histórica de uma teoria revolucionária para o socialismo brasileiro do século XXI.

A atual situação da República Federativa do Brasil é tenebrosa e incerta. Após um longo período de 21 anos de Ditadura-Militar, que cumpriu a função-lógica de disciplinar e reprimir a classe trabalhadora brasileira sob o consenso do acordo submisso de nossa classe dominante interna com as potências do ocidente geopolítico e corporações internacionais, num contexto de “Guerra-Fria” entre os dois polos econômico-sociais do globo, o presente parece seguir rumo similar, ainda que, em diferente contexto, e reservado a cada um as suas particularidades históricas.

Cacique Juruna, Nova República e a luta histórica dos povos indígenas do Brasil.

Cacique Mário Juruna, batizado Mario Dzuruna Butsé, nascido no ano de 1943 em território indígena xavante próximo a Barra dos Garças, no Mato Grosso. Aos 17 anos, tornou-se Cacique e aos 28 andou pelo Brasil denunciando assassinatos, emboscadas e invasões de território que sua aldeia sofria a mando de grandes fazendeiros. Defensor severo da demarcação de terras indígenas, fez diversas críticas à ineficiência da FUNAI na promoção de políticas aos povos originários.

Como os senhores de terra tomaram o poder. Breve histórico da dupla dependência brasileira.

Após a Guerra do Paraguai, de 1864 a março de 1870, o Império Brasileiro ganhou um novo e relevante agente em seu jogo político interno. Antes desta guerra, Dom Pedro I e Dom Pedro II se mostraram relutantes quanto ao investimento nas Forças Armadas do Brasil.

A globalização, do outro lado do globo. 1995.

Num mundo assim transformado, todos os lugares tendem a tornar-se globais, e o que acontece em qualquer ponto do ecúmeno (parte habitada da Terra) tem relação com o acontece em todos os demais. Daí a ilusão de vivermos num mundo sem fronteiras, uma aldeia global. Na realidade, as relações chamadas globais são reservadas a um pequeno número de agentes, os grandes bancos e empresas transnacionais, alguns Estados, as grandes organizações internacionais.

Comício das Reformas, 1964.

Trecho extraído da íntegra do discurso histórico proferido pelo Presidente João Goulart no dia 13 de março de 1964, na Praça da República, em frente à estação Central do Brasil. Cerca de 150 a 200 mil trabalhadores(as) participavam do comício, ao lado do Governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola.

Geopolítica e desenvolvimento sócio-econômico: PIB brasileiro e precária distribuição de renda.

Segundo dados do Banco Mundial, como mostra a imagem acima, em 2017, mesmo após uma grave crise econômica, o encolhido PIB brasileiro ainda representava cerca de 2,39% do PIB mundial, ficando à frente, no mesmo indicador, de outros países de grande extensão territorial como Canadá, Suécia, Rússia e Austrália. O que isso pode representar e o que podemos tirar dessas informações para estimular o debate público?