A coisa pública brasileira dá sequência em sua série especial de textos, discussões e reflexões sobre ciência militar. Neste segmento, selecionaremos para reprodução trechos e obras de autores clássicos, modernos e contemporâneos que abordam a área, bem como produção autorais brasileiras via colaboração cujos assuntos sejam considerados relevantes para os estudos e reflexão brasileira. CasoContinuar lendo “[FICHAMENTO E COMENTÁRIO] A arte da guerra, de Sun Tzu, capítulo 2.”
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[ARTIGO] O pensamento de Darcy Ribeiro sobre o processo histórico geral do desenvolvimento humano e a particularidade do movimento socialista brasileiro:
A ideia do desenvolvimento de um tipo de aplicação do socialismo, particular do Brasil, não é novidade dos tempos atuais. Ainda assim, existem muitas dúvidas e confusões feitas quanto ao tema no debate público. Mas afinal, o que é o trabalhismo brasileiro e o que este almeja?
[ARTIGO] Por que o Trabalhismo e a Quarta Teoria Política são incompatíveis e inimigos ideológicos? — Uma crítica trabalhista a “nova” “moda reacionária”.
Autor: Daniel Albuquerque, Revisão: Cíntia. X. Dias. Aqueles que apenas reagem em negação contra a pressão da cultura de massas são inequivocamente pautados por esta, e estão mais ligados ao sistema que dizem combater do que quem de fato propõe um caminho nacional autêntico e orgânico para superação dessas pautas. Antes de serem solução para os problemasContinuar lendo “[ARTIGO] Por que o Trabalhismo e a Quarta Teoria Política são incompatíveis e inimigos ideológicos? — Uma crítica trabalhista a “nova” “moda reacionária”.”
Vargas: Discurso da II Convenção do Partido Trabalhista Brasileiro, 1947.
Trabalhadores do Brasil, estamos no limiar de uma nova era e precisamos concentrar todas as energias da inteligência e da ação para nos anteciparmos aos fenômenos que transformarão o ritmo da vida dos homens, dos povos e das nações. Depois de uma guerra que exigiu supremos sacrifícios, a humanidade ainda hesita entre o passado e o futuro, detendo-se na contemplação das ruínas e incerta em face dos novos valores. A paz ainda não desceu sobre os homens.
Síntese de História da Cultura Brasileira, Nelson Werneck Sodré, 1983. Parte II. “2ª fase”.
Entre as peculiaridades do desenvolvimento histórico brasileiro, está o surgimento precoce de uma “camada intermediária entre a classe dos senhores (de escravos e/ou de servos) e a classe dos escravos e/ou dos servos, isto é, o aparecimento da pequeno burguesia antes do aparecimento da burguesia”. Tal processo foi uma tendência em países e regiões cujo o desenvolvimento das relações capitalistas deu-se de forma tardia, e os elementos pré-capitalistas persistiram por mais tempo.
Síntese de História da Cultura Brasileira”, 1983. Parte I. 1ª fase.
É preciso distinguir a origem colonial brasileira das origens coloniais de outros povos, e dar atenção ao seu caráter de “civilização transplantada”. A origem do Brasil, a partir do mito da “descoberta”, do processo de colonização, possui como consequência a incorporação do território ao mercado mundial, que começa a existir nesse momento devido a necessidade das grandes expedições marítimas, através da complexificação da organização e divisão do trabalho da produção manufaturada.
Raízes históricas do Nacionalismo Brasileiro, 1959.
Só os fenômenos cuja grandeza se traduz por semelhante generalidade e profundidade podem tornar-se divisores de águas. O Nacionalismo, no Brasil, atingiu tal magnitude. Cumpre, pois, analisar as suas raízes, uma vez que, na vida das coletividades, nada acontece por acaso, tudo tem o seu momento próprio e decorre de condições concretas.
Trabalhismo e Revolução: Sobre a necessidade histórica de uma teoria revolucionária para o socialismo brasileiro do século XXI.
A atual situação da República Federativa do Brasil é tenebrosa e incerta. Após um longo período de 21 anos de Ditadura-Militar, que cumpriu a função-lógica de disciplinar e reprimir a classe trabalhadora brasileira sob o consenso do acordo submisso de nossa classe dominante interna com as potências do ocidente geopolítico e corporações internacionais, num contexto de “Guerra-Fria” entre os dois polos econômico-sociais do globo, o presente parece seguir rumo similar, ainda que, em diferente contexto, e reservado a cada um as suas particularidades históricas.
